Novidade
Por Pedro Melo – Atualizado:
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) divulgou, nesta terça-feira (26), as datas e os horários das finais da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense entre Paraná Clube e Paranavaí.
O jogo de ida ocorre no próximo sábado (30), às 15h, no estádio Waldemiro Wagner, em Paranavaí. Já a volta está marcada para o dia 6 de junho, às 15h30, a princípio na Vila Capanema. No entanto, existe a possibilidade de levar a decisão para o Couto Pereira, do Coritiba, pela capacidade maior do estádio.
Depois de atingir o principal objetivo de voltar para a elite do Estadual, o Tricolor busca o título para coroar a campanha até agora invicta. “Terça-feira voltamos centrado para a final e é a cereja do bolo. Hoje foi a partida mais importante do ano, sem desmerecer a final, mas atingimos o objetivo com o acesso. Quando consegue o objetivo, tem que comemorar”, ressaltou o técnico Tcheco.
“Temos que comemorar, precisamos disso, é muita pressão, dia a dia e com trabalho árduo que esses jogadores fazem. Você assumir o favoritismo também tem que ter personalidade, a gente sempre assuiu, mas paga muito caro pela dedicação que tem. Como diz algumas frases do esporte: ‘A pressão é um privilégio’”, acrescentou o treinador paranista.
Além disso, o Paraná Clube, que ganhou a competição também em 2012 e 2024, pode se tornar o primeiro a vencer a Segundona do Estadual três vezes no século. Outros times também com três títulos são os tradicionais Operário e Londrina, além do próprio Paranavaí, do Iguaçu e do Jandaia.
O Vermelinho foi campeão em 1967, 1983 e 1992. Se ficar com o troféu, vai se isolar como o maior campeão da Divisão do Acesso.
O Paraná Clube, que tem a melhor campanha da Segunda Divisão até o momento, tinha a vantagem de 2 a 0 contra o Araucária, mas levou um susto com o gol sofrido do meia Coutinho. Após uma bronca de Tcheco no intervalo, o atacante Daniel Cruz acalmou os ânimos com o empate ainda no início do segundo tempo. Com maior tranquilidade, o meia Elvis virou de pênalti e garantiu a vitória por 2 a 1.
Já o Paranavaí, que havia perdido em casa por 2 a 1, venceu o Patriotas, em Campo Largo, por 1 a 0 no tempo normal e levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, o ACP ganhou por 3 a 2. Quem brilhou nas penalidades foi um ex-goleiro do Paraná Clube. Matheus Almeida entrou nos minutos finais do jogo, justamente, por ser especialista em pênaltis. Ele pegou duas cobranças e ajudou o clube do interior a garantir a sua vaga.
Paraná e Paranavaí se enfrentaram na Vila Capanema na primeira fase da Segundona e o Tricolor venceu por 1 a 0. Em 2007, as duas equipes decidiram a elite do futebol estadual, que terminou com a conquista do título para o Vermelhinho.
Pedro Melo” itemprop=”image” data-src=”https://media.umdoisesportes.com.br/main/2025/03/20110927/pedro_melo.png” src=”https://media.umdoisesportes.com.br/main/2025/03/20110927/pedro_melo.png”>
Jornalista formado na PUC-PR e especialista em Gestão e Marketing no Esporte pela Uninter. Experiência em cobertura esportiva pela Rádio Banda B, Globo Esporte Paraná, Rede CNT e Paraná Portal. Colabora com o UmDois Esportes desde 2024, como repórter.
Odair Hellmann se tornou, nesta quinta-feira (21), apenas o terceiro técnico no século a completar um ano no comando do Athletico e igualou os feitos raros de Paulo Autuori (entre 2016 e 2017) e Tiago Nunes (entre 2018 e 2019). Em longa entrevista para o canal oficial do clube, o treinador fez um balanço do trabalho até o momento.
Hellmann chegou durante a Série B do ano passado em um momento complicado para o Rubro-Negro, principalmente por uma goleada sofrida em casa para o Botafogo-SP por 4 a 1, que culminou na queda de Maurício Barbieri. No início do trabalho, o Furacão ficou oito jogos sem ganhar na Segundona e parecia muito distante do acesso.
Foi justamente este período que o comandante considera o mais complicado em sua passagem pelo Athletico. Hellmann cita em específico a derrota para o Volta Redonda por 3 a 2, que estava ganhando por 2 a 0, e o empate com o Cuiabá em 1 a 1, que levou o gol no último lance.
“Teve dois jogos que me trouxeram muita tristeza e eu tive que fazer força para, em 24 horas, recuperar mentalmente e a minha confiança para vir no outro dia e aparecer com o mesmo rosto, vontade e vibração. Foi o jogo contra o Volta Redonda, que, no segndo tempo, a equipe perdeu todo o controle após a tomada do primeiro gol. Perdeu um jogo imperdível, só perde porque é futebol. Mas você senta depois do jogo e fala inacreditável, o que foi que aconteceu? Aí tem que mergulhar rapidamente, botar o dedo na ferida e seguir em frente”, afirmou o técnico.
“O jogo também do Cuiabá, em casa. É um gol completamente fora do contexto, dentro de casa e já tinha uma relação nervosa, um ambiente nervoso, que estava gerando não confiança para o grupo de jogadores. Quando eu cheguei, tava muito maior. Aos poucos, a gente foi diminuindo isso. Mas, naquele jogo, se reflete porque vem de uma sequência de não bons resultados. Esses dois jogos foram mais complicados de engolir, mas mantive o equilíbrio e o acreditar. Eu via sinais internos, do dia a dia, que a gente tinha capacidade para conseguir o objetivo que precisávamos”, acrescentou Hellmann.
LEIA TAMBÉM:
Um ano de Papito no Athletico. 🎂🌪️
Odair Hellmann completa seu primeiro ciclo de 365 dias à frente do comando do Furacão. O treinador chegou em 21 de maio de 2025, enquanto o rubro-negro estava com o grande desafio de voltar à elite do futebol brasileiro. Hoje, o Athletico é o… pic.twitter.com/ikoqreF02Z
— UmDois Esportes (@umdoisesportes) May 21, 2026
No entanto, o técnico ganhou reforços, principalmente do atacante Kevin Viveros, emendou uma sequência de sete vitórias consecutivas e subiu com uma vitória sobre o América-MG por 1 a 0. Já neste ano, Hellmann colocou o Athletico como um dos melhores mandantes do Brasileirão e na zona de classificação para a Libertadores.
Com os bons resultados, Hellmann caiu nas graças da torcida e tem um sentimento recíproco. “O Athletico é vibrante. Emoção, sangue e vibração. Eu sou assim por característica como pessoa e aprendi, durante minha vida, que você precisa comemorar as pequenas vitórias do dia a dia, não é só no futebol. A vida não é só vitórias e nem todos os dias. O que tem que acontecer é que tu tem que ter, na caminhada, mais vitórias do que derrotas. As vitórias têm que valer à pena as derrotas que você têm. Porque, se não, a conta não fecha. Aí não consegue felicidade na vida, prazer, manter teu sonho, alcançar seus objetivos”, ressaltou.
Para completar, o técnico ainda agradece aos seus membros da comissão técnica, com destaque para o auxiliar Fábio Moreno, o preparador físico Anderson Nicolau e o analista de desempenho Guilherme Vaz.
“Sem eles, nada acontece. Os jogadores são os mais importantes, os protagonistas. Agradecer ao grupo de jogadores, à direção do clube, primeiro pela oportunidade e pela confiança, nos momentos de instabilidade. Agradecer o meu grupo de trabalho, a comissão técnica e todos os funcionários. Por fim, o elo que faz com que todos os clubes tenham a grandeza que têm, que é o torcedor”, falou.
Pedro Melo” itemprop=”image” data-src=”https://media.umdoisesportes.com.br/main/2025/03/20110927/pedro_melo.png” src=”https://media.umdoisesportes.com.br/main/2025/03/20110927/pedro_melo.png”>
Jornalista formado na PUC-PR e especialista em Gestão e Marketing no Esporte pela Uninter. Experiência em cobertura esportiva pela Rádio Banda B, Globo Esporte Paraná, Rede CNT e Paraná Portal. Colabora com o UmDois Esportes desde 2024, como repórter.
