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Por Pedro Melo – Atualizado:
A Assembleia Geral dos Credores, realizada nesta sexta-feira (24), terminou sem uma decisão definitiva sobre o futuro do Paraná Clube. Após quatro horas de reunião, os advogados modificaram novamente o plano da Recuperação Judicial (RJ), que será votado apenas no dia 6 de novembro.
Entre as maiores divergências estava a forma de pagamento das dívidas. Muitos credores temiam não receber o valor se a venda da Sede da Kennedy fosse abaixo do esperado. O imóvel foi avaliado pelo Tricolor em R$ 88,6 milhões, com lance mínimo de R$ 70,8 milhões em segunda praça.
Após debate, os advogados aprovaram, em ampla maioria, as seguintes mudanças no plano da RJ:
Segundo o administrador judicial da RJ, Maurício Obladen, o plano consolidado estará nos autos até a próxima quinta-feira (30). No período, o advogado Gioser Coyet, que representa o Paraná Clube, informou que o investidor se reunirá presencialmente com os credores para esclarecer dúvidas e buscar um consenso.
“Uma reunião presencial com investidor, que poderão aferir a ideonidade, e os credores. Não podemos prescindir da proposta que temos na mesa”, destacou o advogado paranista.
O principal motivo para o agendamento da reunião entre investidor e credores do Paraná Clube foi a ausência da proposta vinculante assinada nos autos. Os advogados dos credores pediram garantias do investimento de R$ 212 milhões, valor oferecido pela Nextplay Holding S.A. para adquirir os 90% da SAF paranista.
Na proposta, a Nextplay se compromete a quitar R$ 42 milhões de dívidas com a Receita Federal e o Banco Central. Se esse valor não for quitado pela empresa, os dois órgãos têm como garantia a Sede da Kennedy. O plano para ser aprovado a RJ prevê justamente que os credores serão pagos com a venda do imóvel.
O advogado do Tricolor, Gioser Cayet, respondeu para o administrador judicial que a proposta vinculante assinada poderia ser apresentada, desde que sob sigilo de Justiça ou aos cuidados do próprio Obladen.
Já Patrick Lopes, sócio diretor da Alvarez & Marsal, empresa que gerencia clubes em Recuperação Judicial e assessora os investidores, explicou que a proposta ainda não foi aceita oficialmente. Segundo ele, caso o documento se torne público, o processo pode ser prejudicado.
“Tudo está assinado e com o clube. Se a juíza pedir em sigilo, o investidor pode aprovar. Mas lembrando que temos um processo competitivo pela frente. O investidor não pode ser afetado negativamente por divulgação da mesma”, destacou Lopes.
A aprovação do plano modificativo do Paraná Clube é o passo mais importante para confirmar a venda da SAF. A negociação ainda passará por uma aprovação final do Conselho Deliberativo, que já pré-aprovou no começo da semana, e da juíza da RJ, Mariana Gusso.
A expectativa do Paraná Clube é concluir todo o processo até o fim deste ano, o que daria tempo para a formação do elenco visando à disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense, a partir de abril de 2026.
O Paraná Clube informa que, em Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada nesta sexta-feira, 24 de outubro de 2025, ficou definida a necessidade de consolidação de um único plano, até o dia 30/10/25, que atenda às premissas estabelecidas nesta AGC assim como as condições precedentes dos proponentes
A Assembleia iniciada hoje (24) foi suspensa e deverá ser retomada no dia 6 de novembro de 2025, ocasião em que o novo modificativo será submetido à apreciação e deliberação.
O Paraná Clube reitera seu compromisso com a transparência, o diálogo com os credores e a construção de uma solução sustentável para a reestruturação financeira do clube a longo prazo, preservando a grandeza do clube e assegurando um futuro sólido para nossa instituição e torcida.
Reforçamos, ainda, a confiança na resolução definitiva deste processo, acreditando que a união e o comprometimento de todos os envolvidos serão fundamentais para a execução do tão sonhado projeto de reconstrução do Paraná Clube.
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Jornalista formado na PUC-PR e especialista em Gestão e Marketing no Esporte pela Uninter. Experiência em cobertura esportiva pela Rádio Banda B, Globo Esporte Paraná, Rede CNT e Paraná Portal. Colabora com o UmDois Esportes desde 2024, como repórter.
Após desistir da Taça FPF, o Paraná Clube foca todas as suas atenções na venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O Tricolor corre contra o tempo para resolver as pendências, entre elas o pagamento da primeira parcela da Recuperação Judicial (RJ).
O clube, a princípio, tem até o próximo dia 31 para pagar cerca de R$ 20 milhões da RJ, mas depende da negociação da SAF para ter o valor. No entanto, ainda não existe uma definição de quando o negócio será concretizado.
A reportagem do UmDois Esportes apurou que o Paraná Clube ainda negocia com os credores um deságio maior e tem a expectativa de encaminhar o assunto nesta semana.
Na sequência, será convocada uma nova Assembleia Geral dos Credores (AGC). A tendência ainda é que seja solicitado um novo adiamento do pagamento da primeira parcela da RJ para que haja tempo hábil para a venda da SAF e a quitação da dívida.
“Ainda não foi concluso o processo. Os credores estão finalizando um aditivo ao modificativo ao plano proposto por eles para convocar a AGC”, afirmou o presidente Ailton Barboza de Souza.
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O planejamento debatido na reunião dos conselheiros, no mês passado, é que os investidores da SAF do Paraná Clube negociem diretamente as dívidas de próximo de R$ 100 milhões com o Banco Central do Brasil (Bacen) e com a União. Ambos estão irredutíveis para reduzir o montante.
O Bacen e a União têm como garantia a Sede da Kennedy, um dos patrimônios do clube. Já a União ainda pode negociar uma transação tributária (entrada e pagamento de parcelas ao longo dos anos).
O Tricolor tem R$ 130,8 milhões para pagar da Recuperação Judicial, além de valores de extraconcursal (dívidas contraídas depois do pedido da RJ).
Para quitar os valores, a ideia é autorizar a venda da Sede da Kennedy e ainda buscar um aumento no deságio com os credores, que aceitaram desconto de 50% anteriormente.
O principal articulador das conversas entre o Tricolor e os investidores que negociam a compra da SAF é Pedro Weber. Economista de formação, o empresário foi o primeiro presidente do Azuriz e trabalhou como CEO do América-RN no ano passado.
Weber ainda foi sócio de uma empresa que administrou a carreira de grandes nomes do futebol. Entre eles Marcelo, de quem se tornou amigo próximo, e do lateral-direito Danilo, ex- Juventus e hoje no Flamengo.
Em fevereiro de 2018, o empresário capitaneou o projeto do Azuriz, de Pato Branco, no Sudoeste do estado. Os resultados rapidamente apareceram dentro e fora de campo. O time do interior paranaense chegou às quartas de final do Estadual em 2021 e alcançou a terceira fase da Copa do Brasil no ano seguinte.
“Em 2017, a gente começou a enxergar a oportunidade de investir em clubes. Ainda não existia nada de SAF, era muito embrionário e com poucos investimentos privados. Nós começamos o projeto do Azuriz, um clube do zero e com foco na base. A base é um dos grandes diferenciadores e fundamental para um clube chegar à Série A, além da receita comercial e com futebol. A gente fez esse projeto do Azuriz, foi um sucesso e deu super certo”, declarou Weber.
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Jornalista formado na PUC-PR e especialista em Gestão e Marketing no Esporte pela Uninter. Experiência em cobertura esportiva pela Rádio Banda B, Globo Esporte Paraná, Rede CNT e Paraná Portal. Colabora com o UmDois Esportes desde 2024, como repórter.
O Maringá deu um passo importante para a permanência na Série C do Campeonato Brasileiro com a vitória no confronto direto sobre o Retrô por 1 a 0, no último sábado (16). O resultado encerrou um jejum de três meses sem vitória, sendo 12 jogos na terceira divisão e mais dois na Copa do Brasil.
Segundo o atacante Negueba, um dos destaques da equipe, o empenho da equipe até o final foi o determinante para acabar com a sequência negativa.
“Foi uma vitória muito importante para nós. Buscamos impor o nosso ritmo desde o começo e nos dedicamos do início ao fim. Mesmo em um jogo difícil, lutamos até o último instante e conseguimos o gol no finalzinho. Estávamos precisando desse resultado para retomar a confiança e mostrar a nossa força”, comentou.
Ainda com risco de queda, o Dogão subiu para 21 pontos e abriu três para o Itabaiana, que hoje abre a zona de rebaixamento. De acordo com o site Chance de Gol, o time paranaense tem 11,2% de possibilidade de cair para a quarta divisão.
Por outro lado, o Maringá também sonha com um lugar na próxima fase. A desvantagem para o Guarani, que fecha o G8, é de somente dois pontos. Segundo o Chance de Gol, a possibilidade de classificação é de 9,1%.
Nas últimas duas rodadas da fase de classificação, o Maringá visita o Itabaiana-SE, em novo confronto direto pela permanência na Série C, e joga no Willie Davids contra o líder Caxias.
O lateral-esquerdo Thiago Rosa, que chegou recentemente do Sampaio Corrêa, destacou a importância da próxima rodada contra o Itabaiana. “Será mais um jogo decisivo, vamos entrar com o mesmo pensamento que entramos no último jogo, acreditando em cada lance e lutando até o final”, comentou.
Já Negueba classificou o confronto direto com o Itabaiana como o “mais importante”. “Temos dois jogos decisivos pela frente, mas temos que pensar jogo a jogo e o Itabaiana se tornou o jogo mais importante da competição para nós. Nosso objetivo é conquistar a classificação e seguir na competição. Vamos manter o foco, continuar trabalhando forte e lutar até o fim para colocar o Maringá na próxima fase da Série C”, disse.
No período que ficou sem jogos, o Maringá viveu uma revolução com a saída do técnico Jorge Castilho e a chegada de reforços. Uma das novidades foi justamente o lateral-esquerdo Thiago Rosa, revelado pelo Grêmio, que assumiu a titularidade juntamente com a chegada do treinador Rodrigo Chipp.
“Eu tento ser um lateral equilibrado, sempre procurei atacar e defender bem, mas aqui pelo estilo que o clube joga há anos, e também a pedido do professor, estou jogando um pouco mais recuado, entendi isso e tentei me adaptar o mais rápido possível, e está dando certo, graças a Deus estou fazendo bons jogos e ajudando a equipe da melhor maneira possível”, afirmou o lateral.
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Jornalista formado na PUC-PR e especialista em Gestão e Marketing no Esporte pela Uninter. Experiência em cobertura esportiva pela Rádio Banda B, Globo Esporte Paraná, Rede CNT e Paraná Portal. Colabora com o UmDois Esportes desde 2024, como repórter.
Os protestos da torcida do Athletico com sinalizadores no gramado da Arena da Baixada gerou uma grande dúvida: quais as possíveis consequências para o clube na sequência da Série B do Campeonato Brasileiro?
A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ainda analisa a situação, mas estuda a denúncia baseada no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: “Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo”. A informação foi divulgada inicialmente pelo ge.globo e confirmada pela reportagem do UmDois Esportes.
O inciso 1º do mesmo artigo ainda cita a possibilidade de perda de até dez mandos de campo “quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo”. Ou seja, se sofrer a pena máxima, o Athletico não teria mais torcida nas arquibancadas até o final da Série B.
De acordo com o advogado Luiz Eduardo Filgueiras, especialista em direito desportivo na Farracha de Castro Advogados, o Rubro-Negro pode se defender através do inciso 3º do artigo 213 – “a comprovação da identificação e detenção dos autores da
desordem, invasão ou lançamento de objetos, com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência contemporâneo ao evento, exime a entidade de responsabilidade, sendo também admissíveis outros meios de prova suficientes para demonstrar a inexistência de responsabilidade”.
“A dosimetria da pena será influenciada por diversos fatores, entre eles o relato do árbitro e do delegado da partida, especialmente no que se refere ao eventual risco à integridade física de atletas, membros da comissão técnica e da equipe de arbitragem”, destacou o advogado.
“O STJD, ao aplicar a pena, leva em consideração não apenas os elementos objetivos da infração, mas também o histórico disciplinar do clube, a gravidade do evento e as providências adotadas de forma tempestiva após o fato. Diante disso, a atuação diligente e proativa por parte do Athletico Paranaense será decisiva para mitigar eventuais sanções”, finalizou o advogado.
Na súmula, o árbitro Marcelo de Lima Henrique relatou sobre o arremesso de isqueiros e copos em dois momentos no segundo tempo, além dos sinalizadores na reta final. “Atesto que tais objetos partiram do local onde se encontravam os torcedores da equipe mandante Club Athletico Paranaense. Nenhum desses artefatos e objetos atingiram qualquer jogador”, disse.
Marcelo de Lima Henrique ainda destacou que a segurança do estádio e a brigada de incêndio precisaram agir para solucionar os problemas. “Informo ainda que os seguranças do estádio, ato continuo do ocorrido, entraram nos arredores do campo de jogo, fazendo uma barreira de segurança”, escreveu.
“Ao cessar o fogo produzido pelos sinalizadores, conversei com a delegada da partida, a Sra. Adriana Valeria da Silva, para verificar quanto as condições de segurança para o prosseguimento da partida. Quando foi constatado por mim que havia segurança, reiniciei a partida com bola ao chão, finalizando-a em seguida”, acrescentou o árbitro.
O STJD ainda aguarda a denúncia da procuradoria para definir se haverá punição para o Athletico. Segundo a assessoria do Tribunal, a procuradoria ainda “está analisando todos os jogos da rodada”.
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Jornalista formado na PUC-PR e especialista em Gestão e Marketing no Esporte pela Uninter. Experiência em cobertura esportiva pela Rádio Banda B, Globo Esporte Paraná, Rede CNT e Paraná Portal. Colabora com o UmDois Esportes desde 2024, como repórter.
