O bilionário Elon Musk está discretamente freando os planos de criar um terceiro partido político e disse a aliados que quer se concentrar em suas empresas, segundo o The Wall Street Journal.
Musk também está relutante em influenciar republicanos poderosos e considera usar alguns de seus vastos recursos financeiros para apoiar o vice-presidente dos EUA, JD Vance, se ele decidir concorrer à presidência em 2028, informou o jornal, citando pessoas familiarizadas com o assunto.
Anteriormente, Musk comunicou em suas redes sociais que havia criado um novo partido. “Hoje, o Partido América foi formado para devolver a vocês a sua liberdade”, escreveu ele no X.
A ação aconteceu após o descontentamento do bilionário dono da Tesla com o amplo projeto de lei de corte de impostos e de gastos de Trump começar a ser debatido no Congresso americano.
JD Vance é tido como sucessor natural de Trump já que, segundo a Constituição americana, o republicano não pode tentar uma reeleição em 2028. Dessa forma, o vice-presidente ocupa posição privilegiada e é visto como integrante leal do governo Trump.
Além disso, a criação de um partido enfrenta desafios legais e políticos nos EUA. Em solo americano, as siglas são regidas por leis e regras não apenas da Comissão Eleitoral Federal, mas também dos estados, incluindo a definição de quais partidos podem aparecer nas cédulas.
Apesar dos níveis de aprovação variáveis, as lealdades partidárias permanecem fortes, disse Abramowitz, Alan Abramowitz, professor de ciência política da Universidade Emory, à CNN, especialmente entre os republicanos, que se uniram em torno de Trump.
Os candidatos também podem ficar receosos. É improvável que os democratas concorram pelo Partido América porque “os democratas odeiam Elon Musk”, disse Abramowitz. E os republicanos “mostraram claramente que são muito mais apegados a Donald Trump do que a Elon Musk”.
