A Casa Branca afirmou nesta segunda-feira (30) que não alterou a política dos Estados Unidos em relação a Cuba, mesmo permitindo que um petroleiro russo, sujeito a sanções, entregasse combustível à ilha por razões humanitárias, acrescentando que tais decisões serão tratadas caso a caso.
“Não se trata de uma mudança de política. Não houve nenhuma alteração formal na política de sanções”, declarou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a jornalistas. “Como o presidente disse ontem à noite, permitimos que este navio chegasse a Cuba para prestar assistência humanitária ao povo cubano.”
Os Estados Unidos ainda se reservam o direito de apreender embarcações, se legalmente aplicável, que estejam se dirigindo a Cuba e violem a política de sanções dos EUA, acrescentou Leavitt.
Os Estados Unidos interromperam as exportações de petróleo da Venezuela para Cuba depois da captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e Trump ameaçou impor tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba.
Mas no domingo (29), Trump sinalizou que estava mudando de ideia e expressou solidariedade à necessidade de energia do povo cubano. “Se um país quiser enviar petróleo para Cuba agora, não tenho problema nenhum com isso, seja a Rússia ou não”, disse Trump a repórteres.
Segundo o presidente Miguel Díaz-Canel, Cuba não recebe um navio-tanque há três meses, o que agrava a crise energética que levou ao racionamento rigoroso de gasolina e a uma série de apagões em todo o país de 10 milhões de habitantes.
Autoridades de saúde cubanas afirmam que a crise aumentou o risco de mortalidade entre pacientes com câncer em Cuba, especialmente crianças.
A Rússia informou nesta segunda-feira (30) que um navio-tanque transportando 100 mil toneladas de petróleo bruto chegou a Cuba.
