O desempenho do Coritiba depois da pausa para a Copa do Mundo acendeu um sinal de alerta para o técnico Fernando Seabra. Após a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, na última quinta-feira (30), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador admitiu preocupação com o momento vivido pela equipe.
Desde a retomada da competição, o Coxa disputou três partidas, somou apenas um ponto e ainda não venceu. A equipe perdeu para Palmeiras e Cruzeiro, no Couto Pereira, e empatou sem gols com o Red Bull Bragantino, fora de casa.
A sequência negativa, porém, começou antes da paralisação. Na última partida antes do Mundial 2026, o Coritiba foi derrotado com autoridade pelo Flamengo, por 3 a 0, no Maracanã. Assim, o time acumula quatro jogos sem vencer no Brasileirão, com três derrotas e um empate.
“É um momento que preocupa, sem dúvida que preocupa, porque a gente trabalha para ter resultado. A dedicação no dia a dia é muito grande. O nível de entrega que existe nos treinamentos está acontecendo nos jogos também”, afirmou Seabra.
Coritiba produz mais, mas perde eficácia
Mesmo sem os resultados positivos, Seabra defendeu o desempenho apresentado pelo Coritiba desde a retomada do campeonato. Segundo o treinador, o time aumentou a intensidade, o volume de jogo e a presença no campo ofensivo em comparação com o primeiro turno.
Nos confrontos contra Palmeiras e Bragantino, por exemplo, a comissão técnica identificou que o Coxa percorreu uma distância maior e realizou mais ações em alta intensidade do que os adversários.
“Nos jogos contra o Palmeiras e contra o Red Bull, a gente correu mais que os dois adversários, em volume e em alta intensidade, e muito acima do que vinha correndo antes. Dedicação, esforço e entrega não têm faltado”” destacou.
Para Seabra, a principal diferença está no aproveitamento das oportunidades. Durante a boa campanha realizada no primeiro turno, o Coritiba precisava de poucas chances para balançar as redes. Nos últimos jogos, porém, a equipe perdeu eficácia no ataque e chegou a quatro jogos com apenas um gol marcado.
“Do ponto de vista de produtividade, volume e presença ofensiva, a gente está tendo mais agora no segundo turno do que tinha no primeiro. O que era muito determinante é que a gente precisava de duas chances para fazer um gol. Não estamos tendo essa assertividade e essa eficácia neste momento”, analisou.
Seabra viveu queda após pausa no Bragantino
O momento do Coritiba chama atenção também pelo histórico recente de Fernando Seabra. Na temporada passada, o treinador viveu uma queda acentuada de rendimento no Red Bull Bragantino justamente depois da pausa para a Copa do Mundo de Clubes.
Na 12ª rodada, quando o Campeonato Brasileiro foi interrompido, o Bragantino ocupava a quinta colocação, com 23 pontos. A equipe tinha sete vitórias, dois empates e três derrotas e aparecia entre os candidatos a permanecer na parte de cima da tabela.
Na retomada da competição, entretanto, o time não conseguiu manter o desempenho. Em 17 jogos sob o comando de Seabra depois da pausa, foram apenas três vitórias, três empates e 11 derrotas. O Bragantino registrou o pior aproveitamento da Série A no período e despencou na classificação.
Quando Seabra deixou o clube, a equipe ocupava somente a 13ª posição, com 36 pontos, distante da briga pelas primeiras colocações que parecia possível antes da paralisação.
Um dos fatores que prejudicaram o trabalho foi o elevado número de problemas físicos. Na 19ª rodada, o Bragantino chegou a ter dez jogadores no departamento médico ou em processo de transição, comprometendo a continuidade da equipe e a manutenção do modelo de jogo.
Em busca de retomar o rumo no comando do Coritiba, Seabra terá a oportunidade de encerrar a sequência negativa diante da Chapecoense. As equipes se enfrentam no próximo sábado (8), às 20h30, no Couto Pereira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Formado em Jornalismo pela PUCPR e pós-graduando em Jornalismo Esportivo, gosto de contar histórias que humanizam o futebol e as emoções que existem além do campo. Repórter e setorista do Coritiba no UmDois Esportes desde junho de 2025.
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