O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou nas redes sociais um vídeo dos corpos enfileirados após a megaoperação no Rio de Janeiro, que chamou de “barbárie”.
“Essas lutas contra as gangues não são nada além de barbárie — o mundo da morte está tomando conta da política”, afirma a publicação.
Está luchas contra las bandas no es más que barbarie, el mundo de la muerte se apodera de la política.
Rio de Janeiro. https://t.co/JMjpvLi8gN— Gustavo Petro (@petrogustavo) October 29, 2025
A megaoperação contra o Comando Vermelho deixou 119 mortos, segundo o governo do Rio de Janeiro. Diante da crise, consulados dos Estados Unidos, México, França e Alemanha emitiram alertas de segurança para cidadãos estrangeiros no Rio.
A operação também provocou reações da ONU. Por meio do porta-voz Stéphane Dujarric, o secretário-geral da ONU, António Guterres, se disse “profundamente preocupado com o elevado número de vítimas durante a operação policial realizada ontem no Rio de Janeiro”.
Ele acrescentou que o uso da força em operações policiais deve estar em “conformidade com os padrões internacionais de direitos humanos” e pediu uma investigação imediata sobre o caso.
Em paralelo, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos defendeu uma “reforma policial abrangente” no Brasil após a megaoperação contra o Comando Vermelho – a mais letal na história do estado.
O alto comissário Volker Türk disse “compreender perfeitamente” os desafios de ter que lidar com grupos criminosos violentos e bem organizados.
“No entanto, a longa lista de operações que resultaram em muitas mortes – que afetam desproporcionalmente pessoas de ascendência africana – levanta questões sobre a forma como essas operações são conduzidas”, destacou a autoridade da ONU.
