Estados Unidos e Irã devem estender por mais 15 dias o cessar-fogo para que possam seguir com as negociações de paz entre os dois países. Israel e Líbano também seguem em negociação, mas os ataques ao território libanês continuam.
O chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, esteve hoje em Teerã para conversar com autoridades iranianas sobre o acordo que pode dar fim ao conflito entre o país persa e os Estados Unidos.
Agências de notícias disseram hoje que as negociações estão avançadas no sentido de estender por mais 15 dias o cessar-fogo, para dar tempo de resolver as divergências entre os dois países.
Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma entrevista à rede de TV Fox News que a guerra deve acabar em breve.
Um dos pontos da negociação é a abertura e o controle do Estreito de Ormuz. Enquanto os Estados Unidos anunciam que têm o controle e que o acesso está bloqueado, imagens de monitoramento da passagem de navios de carga mostram que, pelo menos, um petroleiro iraniano passou pelo bloqueio para ancorar em um porto no Iraque.
Outro ponto é o programa de enriquecimento de urânio do Irã. A proposta dos Estados Unidos é que Teerã suspenda o programa por 20 anos. Países ocidentais, especialmente os Estados Unidos e Israel, acusam o Irã de buscar armas nucleares. Teerã argumenta que o programa tem objetivos energéticos.
Já as negociações entre Israel e Líbano seguem sem trégua militar. Explosões e tiros foram vistos hoje no sul do Líbano. Autoridades do país dizem que, até agora, quase 2,2 mil pessoas foram mortas nos ataques israelenses.
A situação é incerta porque Israel negocia o fim dos ataques com o governo libanês, que não representa o Hezbollah, que é quem o governo israelense diz combater.
Hoje, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que ainda é cedo para saber como as negociações de paz irão progredir e que o país está pronto para qualquer cenário, inclusive para retomar os bombardeios também contra o Irã.
