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Ataque de drone russo atinge armazém perto de Kiev

por yasmincaetano
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Um ataque com drone russo atingiu um armazém nos arredores de Kiev na sexta-feira (4 de setembro), no nono dia de ataques quase ininterruptos que têm perturbado o cotidiano na capital da Ucrânia.

Bombeiros foram vistos combatendo as chamas nos destroços fumegantes do armazém. 

Persiste um enorme abismo entre a Rússia e a Ucrânia sobre como pôr fim à guerra que já dura quatro anos e meio, a mais mortífera na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Tentativa de negociação

Os negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que lideram os esforços para intermediar um acordo de paz para a Ucrânia, devem visitar a Rússia e a Ucrânia no sábado (5) e no domingo (6), informou a agência de notícias russa TASS, citando uma fonte.

Não houve confirmação imediata da informação. O Kremlin se recusou a comentar.

Os dois estiveram em Moscou pela última vez em janeiro, quando participaram de uma reunião de quatro horas, durante a madrugada, com o presidente Vladimir Putin no Kremlin.

As discussões sobre a ida dos negociadores americanos à Ucrânia ainda estavam em andamento, e o dia 6 de setembro era considerado uma possível data, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.

Se a viagem ocorrer, será a primeira visita dos dois a Kiev.

“Os russos não querem que eles visitem Kiev e estão tentando fazê-los mudar os planos”, acrescentou a fonte.

Ainda existe uma grande distância entre Rússia e Ucrânia sobre como encerrar a guerra, que já dura quatro anos e meio e é o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Putin tem exigido repetidamente que a Ucrânia ceda mais território, enquanto Kiev rejeita termos que considera equivalentes à rendição.

As últimas negociações entre Rússia e Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos ocorreram em fevereiro, pouco antes de os Estados Unidos e Israel iniciarem uma guerra contra o Irã.

Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma viagem a Moscou para alertar o serviço secreto russo sobre as consequências de um eventual ataque a países membros da OTAN.

A missão foi a primeira de um diretor da agência à capital russa desde 2021, quando o diretor da CIA no governo de Joe Biden, William Burns, foi pessoalmente avisar o presidente russo, Vladimir Putin, contra a ideia de invadir a Ucrânia — advertência que não foi acatada, já que a ofensiva ocorreu três meses depois.

Fontes ouvidas pela CNN confirmaram que o objetivo de Ratcliffe foi semelhante ao de seu antecessor: comunicar a Putin as consequências de uma possível ação militar russa contra nações integrantes da aliança. No entanto, Donald Trump negou publicamente essa narrativa e afirmou não estar preocupado com tal possibilidade.

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