Lar Região “Ângela Diniz”: Marjorie Estiano se emociona ao relembrar cena da série

“Ângela Diniz”: Marjorie Estiano se emociona ao relembrar cena da série

por nicolybastos
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A atriz Marjorie Estiano, 43, reconstrói em “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”, série parceria entre Conspiração Filmes e HBO Max, a vida e a brutal morte da socialite brasileira. Em entrevista exclusiva à CNN, a artista reviveu uma cena marcante da produção e destacou como revisitar a história — marcada por violência, misoginia e impacto nacional — exigiu dela um mergulho profundo na dor e na força de Ângela.

“Ângela Diniz: Assassinada e Condenada” estreou dois episódios nesta quinta-feira (13). A série reconta o a vida da mulher antes de ter sido morta a tiros em 1976 pelo companheiro da época, Doca Street (Emilio Dantas) também é estrelada por Emilio Dantas (Doca Street). O assassinato ocorreu na Praia dos Ossos, em Búzios.

Durante a divulgação da produção, Marjorie Estiano, intérprete da socialite assassinada em 1976, se emocionou ao relembrar uma das cenas mais intensas do projeto. Ao longo dos episódios, o espectador mergulha nas relações da socialite com amigas e a filha.

“Tem um momento em que a Ângela volta para casa, ela está morrendo de saudade da filha, e aí ela volta para a casa da mãe para encontrar com a filha. Ela leva um disco da Rita Lee e coloca ‘Ovelha Negra’ e elas dançam juntas. É uma cena que me emociona muito”, contou a atriz, com a voz embargada.

Marjorie Estiano descreve a experiência de interpretar Ângela Diniz como o trabalho “mais íntimo e pessoal” de sua carreira. A afirmação, feita após décadas de personagens marcantes, ganha sentido quando a atriz explica que, ao contrário de papéis anteriores, mergulhar na vida de Ângela significou investigar a própria condição de ser mulher.

“Quando eu estudo sobre a Ângela, eu estudo sobre o que é mulher… isso é indissociável de mim”, afirmou ela.

A atriz ainda relatou que a personagem a fez reconhecer seus próprios condicionamentos, limites e machismos internalizados. Ao habitar a pele de uma mulher que se autorizava ao prazer e à liberdade, ela precisou revisitar conceitos de culpa, produtividade e a forma como mulheres são ensinadas a se comportar. “Viver uma personagem que diz que a vida é feita para ser vivida… é uma quebra de paradigmas.”

Questionada sobre o que levará desse processo para sua vida pessoal e profissional, Marjorie destaca o exercício da “autorização” — permitir-se ocupar o protagonismo sem culpa.

“É o exercício da autorização mesmo, de se sentir à vontade com o protagonismo, de se sentir livre no aspecto do não se cobrar, do não ter culpa. É um exercício mesmo”, destacou.

A experiência também ampliou sua consciência feminista e seu entendimento sobre patriarcado, movimentos sociais e mecanismos de manipulação.

“Eu me letrar mais me deu ferramentas para compreender como esses mecanismos funcionam e como posso usar isso para melhorar a vida, não só a minha, mas a das próximas gerações”, disse. Para a atriz, a herança deixada por Ângela é profunda e contínua.

A série tem Antônio Fagundes no papel do advogado e ex-ministro do STF Evandro Lins Silva; Thiago Lacerda (Ibrahim Sued); Camila Márdila (Lulu Prado) e Yara de Novaes (Maria Diniz).

Complementam o elenco Thelmo Fernandes, Renata Gaspar, Tóia Ferraz, Carolina Ferman, Joaquim Lopes, Emílio de Mello, Marina Provenzzano, Maria Volpe, Gustavo Wabner, Ester Jablonski, Pedro Nercessian, Deco Almeida, Stepan Nercessian, Daniela Galli, Priscila Sztejnman, Tatsu Carvalho, Charles Fricks e Alli Willow.

Além da direção de Andrucha Waddington, a série foi escrita por Elena Soárez (“O Mecanismo”, “Casa de Areia”, “Filhos do Carnaval”), com produção executiva de Waddington, Lorena Bondarovsky e Renata Brandão.

Assista ao trailer de “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”

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