Brasil reagiu às críticas dos Estados Unidos feitas em relatório sobre narcotráfico e enviado para o congresso norte-americano. Em nota, o Ministério da Justiça refutou as alegações que o Brasil seria omisso em ações de segurança.
Um dia antes, o governo dos EUA publicou uma lista de 23 países identificados como grandes produtores de drogas ou rotas para o tráfico. O Brasil não está nessa lista, mas o documento acusa o governo brasileiro de falhar no combate ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho.
O Brasil respondeu que tais declarações ignoram iniciativas como, a Lei Antifacção, sancionada em março, com penas mais severas para líderes de facção, e mecanismos para asfixiar as operações criminosas.
A nota cita o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, para desarticular o financiamento do crime, fortalecer o sistema prisional e combater o tráfico de armas.
O relatório dos Estados Unidos também havia citado outros países latino-americanos. A Casa Branca aliviou a avaliação de países como Venezuela, Bolívia e Colômbia, que tiveram mudanças políticas recentes, alinhadas com o governo Trump.
Segundo o Ministério da Justiça, as forças federais realizaram dezenas de milhares de operações em 2026, causando bilhões de reais em prejuízos às facções.
Após o sequestro de Nicolás Maduro, os Estados Unidos veem avanços na cooperação com o governo de Delcy Rodríguez, incluindo a morte do líder da organização Tren de Aragua, em operação norte-americana, em solo venezuelano.
O relatório dos também citou a retomada da cooperação com o presidente boliviano Rodrigo Paz, que extraditou um traficante uruguaio. No entanto, Washington ainda acusa a Bolívia de não reduzir o cultivo de coca, associada ao governo anterior.
