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Coritiba foi brilhante e tratou o Corinthians como um time comum

por Augusto Mafuz
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Para ganhar do Corinthians por 2 a 1, o Coritiba abriu uma exceção na sua temerária conduta em jogos no Couto Pereira: ao contrário da regra geral, que pela indecisão de jogo submetia-se ao adversário, desta vez foi brilhante do começo ao fim. Intenso e disciplinado, tratou o Timão como ele deve ser tratado, um time comum.

Para o Coritiba, o jogo no ambiente do Couto pareceria um detalhe. A sua ordem de jogo foi como se tivesse em Itaquera, onde já tinha vencido por 2 a 0. A cessão do campo para o Corinthians ter a posse de bola e um aparente domínio do jogo, foi o propósito do esquema de Fernando Seabra.

Sólido e sem ansiedade, uma defesa impecável, tendo como referência Jacy, e protegendo-se com Sebastián Gómez, o Coxa não sofreu nenhuma ameaça. Ao contrário, sem a posse de bola como seu principal trunfo, no contra-ataque, era quem tinha mais proximidade com o gol.

Daí, como se fosse anunciado, aconteceu o primeiro gol em jogada de escanteio bem elaborada. Aos 39 minutos de jogo, Josué cruzou para trás em um espaço em que estava apenas JP Chermont, que lançou para Pedro Rocha, que correndo atrás da zaga, encontrou um espaço no ângulo reduzido, entre a trave esquerda e o goleiro.

A bola entrou, Coxa 1×0.
Nada mais justo.

O Corinthians com jogou tudo em Memphis Depay. Entrando para a etapa final, o holandês até que fez uma ou outra jogada, que morria em Jacy. Logo, Depay foi engolido pelo esquema Coxa. Era para o Coritiba liquidar logo no início do segundo tempo, se Pedro Rocha não jogasse de canela uma bola que conduziu livre desde o meio campo.

Cansado, o Corinthians foi se entregando, incentivando ao Coritiba procurar pelo segundo gol. E ele aconteceu em grande estilo: JP Chermont, o melhor em campo, da direita lançou o jovem Paulo Roberto, que fez 2 a 0. O gol do Corinthians, de Raniele, foi na última bola de área, na única desatenção do Coxa.

Os coxas que homenagearam aos idosos, deram exemplo de solidariedade com a campanha do agasalho e jogaram de branco e azul com um corte polo em homenagem ao artista visual Poty Lazzarotto, saíram felizes do Couto Pereira.

E com razão. Com 34 pontos ganhos, faltam apenas 11 para alcançarem o objetivo que é permanecer no Brasileirão.

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Um dos comentaristas esportivos mais tradicionais de Curitiba, conhecido por sua cobertura do Athletico, Coritiba e outros times da capital. Nascido em Guarapuava em 11 de maio de 1949, Mafuz é figura central no jornalismo esportivo local por décadas por causa de seu texto apurado e opinões contundentes.

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