O Fórum Econômico Mundial começa nesta segunda-feira (19), em Davos, na Suíça, reunindo líderes políticos e empresariais para discutir os rumos da economia global. Segundo o âncora e analista de Economia da CNN, Fernando Nakagawa, o Brasil terá uma participação governamental discreta no evento, contando apenas com Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, como única representante do primeiro escalão.
Em contraste com edições anteriores, quando o país enviava o presidente da República, o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central, o governo brasileiro optou por uma delegação reduzida. Nem Lula, nem Fernando Haddad, nem Gabriel Galípolo estarão presentes no encontro que reúne algumas das principais lideranças mundiais.
A ministra Esther Dweck participará de um painel sobre a economia latino-americana, ao lado de representantes do Peru, México e Colômbia. Sua presença marca o único ponto de contato oficial do governo brasileiro com este importante fórum de discussão global.
Forte presença do setor privado brasileiro
Nakagawa relata que enquanto o governo mantém participação discreta, o setor privado brasileiro demonstra força em Davos. Grandes banqueiros, empresas exportadoras e startups brasileiras de tecnologia estão presentes em peso no fórum, caracterizando o que alguns têm chamado de “diplomacia privada”.
Este contraste entre a tímida presença governamental e a robusta participação empresarial brasileira ocorre em um momento em que o Fórum Econômico Mundial inicia com clima de ressaca. Pesquisa divulgada no começo do evento indica que 85% dos conselheiros empresariais consideram que a cooperação internacional piorou, especialmente no comércio e fluxo de capitais. Para 87% dos entrevistados, a situação também se deteriorou na área de inovação e tecnologia. Para 15%, melhorou a cooperação na área de segurança e defesa.
O analista da CNN destaca que as autoridades europeias estão debatendo, nesta segunda-feira (19), a questão da Groenlândia com os Estados Unidos, que deve ser um dos grandes assuntos do Fórum em Davos.
Entre os líderes mundiais esperados, Emmanuel Macron, presidente da França, e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, comparecerão na terça-feira (20). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve estar presente na quarta-feira (21).
O evento deste ano conta com um esquema de segurança reforçado, com aproximadamente 5 mil agentes para proteger cerca de 3 mil participantes, incluindo 1.400 lideranças empresariais e 400 autoridades de 130 países.
O chefe da segurança do Fórum confirmou à imprensa suíça a existência de ameaças terroristas, o que justifica o impressionante aparato de segurança. Além das tradicionais preocupações, este ano há atenção especial para questões de cibersegurança e uso indevido de drones, com medidas preventivas adicionais sendo implementadas em todos os aspectos do evento.
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